Perfil
Nome: Daniel Barros Sousa
Idade: 20 Anos
Data de Nascimento: 22/05/1985
Cidade: Itajai - SC

Amadureçendo com a vida. vejo meus amigos chorarem e sofro por não poder estar do lado deles.Observo muito. Falo muito, as vezes fico quieto, sem pensar em nada. Como, e muito. Gosto de pessoas sinceras e leais. Amo ler, rir, gritar, imaginar, e pq não dizer chorar, afinal isso me alivia e muito. Sou extremamente fiel e leal. Posso ser tranquilo, mas disso eu tenho certeza, posso me tranformar em um demonio calculista quando é necessario. mais amo do que odeio, isso é fato. vejo as coisa positivas da vida. Tento cultivar inha amizade como sendo unica pra mim...Amo ao extremo, perdoo facil.
PS: GALERA ATUALIZO TODA SEXTA FEIRA OU QUANDO ALGO DE ESPECIAL ACONTECE...


// Blogs Amigos

- Blog do Bruno

// Site Favoritos

- Meu Fotolog
- Naza Blog
- Mari Barretto blog
- Blog Leonella
- Flog do Pombo
- Ju Blog
- Gaya *My love*
- Forum livro Alma e Sangue
- Comunidade do Orkut da Nazarethe Fonseca
- Clélia Blog
- Haroldo Flog
- Gi Flog
- Flog Pati

// Arquivos

Histórico:

- 26/06/2005 a 02/07/2005
- 19/06/2005 a 25/06/2005
- 12/06/2005 a 18/06/2005
- 05/06/2005 a 11/06/2005
- 29/05/2005 a 04/06/2005
- 22/05/2005 a 28/05/2005
- 15/05/2005 a 21/05/2005

// Vote!


Indique esse Blog


// Layout by




Um texto de minha autoria:

As ondas quebravam aos pés no penhasco, mais de 30 metros a separavam do mar. O vento frio matutino a cercava trazendo o cheiro puro do mar e trazendo também lembranças dolorosas de alguém que se fora para longe.

As lagrimas escorriam fartas pelo seu delicado rosto branco que o frio do campo deixava mais fantasmagórico. Ah aquele vento, porque tinha que trazer as sensações, as lembranças devolta para uma mente já destruída, para um coração já contorcido de dor. Mas mesmo assim ela não saía daquele brisa, daquela tempestade de lembranças, não se movia, permanecia ali em pé diante do assustador penhasco.

Pensava, "o que me impede de pular?", e a resposta vinha dela mesmo: "eu não me dou o direito dessa covardia! A dor é grande, mas me dará forças, tem que me dar forças!" e assim permanecia entre lembranças, vontades e raciocínios.

Todos os objetos de seu amado ainda estavam no quarto, o cheiro dele não havia se dissipado embora já deva fazer quatro meses de sua silenciosa partida, achava ela que isso doía mais: o silencio. A deixara sem nenhuma explicação, sem nenhum "adeus". E assim tinha sido durante 3 semanas, ele nada falava e quando respondia suas perguntas era em monossílabos, mas ela nada dizia, via ainda nos olhos dele o amor, mas também havia dor, muita dor. " O que aconteceu? Por que não se abria pra mim?" Essas perguntas atormentavam todas as noites o seu sono.

Como sentia saudade de sua presença, de seu cheiro que a tocava antes mesmo do abraço; na borda do penhasco lembrava suas mão fortes a segurando pela cintura, conduzindo até a cama onde ficavam ali, quietos sentindo a presença um do outro. Ainda podia sentir o peso do seu corpo, o toque delicado em seu rosto. A brisa fria matutina trazia sua voz, suas caricias. Como sentia a falta dele, a falta da segurança. Quantas vezes apenas o abraço dele a fizera parar de chorar, a se perder em sua força, sua imponência. Como fazia falta seu corpo ao lado da cama. Sua voz forte mas calma chamando-a ao pé do ouvido, súplicas de amor, declarações, mesmo nas brigas não parava de se sentir apaixonada.

Em seu desvanecimento a conduzia lentamente a queda, de mão erguidas, tentava alcançar alguém que não chegava. Em seus lábios apenas o nome de uma pessoa, seus olhos fechados o viam. Sua mente estava totalmente tomada pela ilusão, pela saudade que não se lembrava da onde estava. O vento, para ela, já a muito havia sumido, a grama orvalhada já não era mais sentida. Alguém chamava seu nome, cada vez mais alto, mais alto; ela ouvia o desespero na voz, talvez tenha sido o que a salvou o que a libertou do transe. Ela acordou a beira do penhasco, o vento voltava a lufar suas roupas, e o voz ainda chamava. Viu correndo em sua direção o seu amor, finalmente viera, depois de muito tempo apenas sonhando, estava cada vez mais perto, seu cheiro já a tocava, poucos passos para senti-lo novamente. Sentiu o chão sumir, escorregava lentamente para uma queda mortal, mas morreria feliz, pois ele voltara.

O desespero se abatera nele, como poderia ter sido tão egoísta, a perde de um ente tão amado o havia alterado; sentia conforto com sua amada, sim, mas nada tirava de sua cabeça tal trágica perda. Fora tolo em ter fugido assim, agora perdera seu amor, sua vida, aquela que sempre o levava ao caminho certo. Aos passos desanimados e curtos alcanço a borda do penhasco. Do que adianta viver, se a perda já estava consumada, acabara de perder sua alma, de nada valia o corpo. Fechou os olhos e se jogou para a fúria do mar.

 

 

Beijos!!!!



- Postado por: Daniel às 17h08
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________